quinta-feira, 24 de abril de 2014

MANIFESTO DA CBB SOBRE A PEDOFILIA

A CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA, uma família formada por cerca de 2 milhões de pessoas, que se reúnem em 12.360 templos no território nacional, organizada em 1907, com o objetivo de servir às igrejas batistas brasileiras como sua estrutura de integração e seu espaço de identidade, comunhão e cooperação, definindo o padrão doutrinário e unificando o esforço cooperativo dos batistas em nosso país, torna público seu veemente repúdio à prática da pedofilia, compreendendo-a como aberração inaceitável e crime hediondo, consistindo em qualquer abuso físico ou psíquico de cunho sexual praticado contra a criança e o adolescente. Consideramos a pedofilia uma distorção sexual por tratar-se de uma das mais graves degradações da sexualidade. Entendemos que tal anomalia, pela qual o indivíduo adulto sente atração sexual por crianças, toca-as intimamente, obriga-as a práticas sexuais, constrange-as a se exibirem ou as expõe a imagens de natureza pornográfica ou consome, ele mesmo, tais imagens; provoca um desvio de conduta que transgride, de modo direto e inequívoco os princípios e valores do Evangelho de Jesus Cristo, bem como a Constituição Brasileira, em seus artigos 15 a 18, onde assegura à criança o direito “à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais”; e coloca em risco iminente a inviolabilidade da sua integridade física, psíquica, emocional e moral. Levando em consideração o artigo 18 da Constituição, segundo o qual “é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”, os batistas brasileiros, à luz dos ensinos da maior de todas as constituições cidadãs, a Bíblia Sagrada, dirigem-se aos representantes abaixo relacionados com as solicitações a seguir: 1.Às autoridades governamentais, que intensifiquem, por todos os meios que tem, sob sua gerência e canais de ação imediata, o combate implacável a essa prática cruel e doentia; 2.Às casas legislativas e órgãos da justiça, que se mantenham em permanente e diligente vigilância, aperfeiçoando e aplicando com exemplar eficácia a legislação adequada para punir e erradicar os atos de pedofilia, bem como para proteger, garantir tratamento e assegurar os direitos das suas vítimas em nossa sociedade. 3.Às organizações educativas e religiosas, que procurem orientar pais e filhos acerca desse mal, em termos de prevenção e cuidados; conscientizar os cidadãos a respeito dos terríveis prejuízos que tal prática causa ao bem-estar físico e ao equilíbrio emocional de uma criança, apontando os caminhos a serem seguidos para que os riscos sejam identificados e combatidos. 4. À sociedade como um todo, que se mostre disposta a rejeitar essa repulsiva degradação; determinada a identificar e denunciar, de forma corajosa, aqueles que se tornam agentes de tal prática, afim de que sejam exemplarmente punidos pelos órgãos competentes, e pronta a amparar, socorrer, orientar e cuidar, com amor e responsabilidade, das vítimas da pedofilia e seus familiares. Ressaltamos o fato de que o Evangelho de Jesus Cristo, razão maior da nossa proclamação e testemunho, tem poder para transformar o coração, a mente e o caráter. Ressaltamos ainda que cremos que a graça de Deus é  poderosa e eficaz para consolar, curar, restaurar e assegurar vida abundante, mediante a fé em Jesus Cristo, aos que sofrem como vítimas da pedofilia. Por isso, comprometemo-nos, acima de tudo, a prosseguir, como batistas, cumprindo nossa missão de evangelizar o povo brasileiro, levando a cada pessoa e a cada lar, a mensagem redentora da graça de Deus a fim de construirmos juntos uma sociedade mais justa, pura e humana. 

Rio de Janeiro, Novembro 2011 

CONVENÇÃO BATISTA BASILEIRA

POSICIONAMENTO DA CBBA SOBRE MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Disponível em: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/12/nota-conjunta-sobre-plano-nacional-da.html

Com relatoria do Senador Álvaro Dias, o Projeto de Lei PLC 103/2012, que trata do PNE, deverá ser votado pelo plenário do Senado Federal esta semana, no dia 11. E atendendo o pedido de apoio jurídico feito por várias associações educacionais, escolas e universidades cristãs do Brasil, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos, conjuntamente com essas instituições, posiciona-se acerca do Plano Nacional de Educação (PNE) e do que pode ser acrescentado ao plano em 2014 durante a Conferência Nacional de Educação (CONAE).

AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios)ABIEE (Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas), e ACSI – Brasil (Associação Internacional de Escolas Cristãs) assinam o documento.

Segundo a Nota, o PLC que será votado na próxima quarta-feira no Senado Federal, “ainda que não contemple questões essenciais do processo educacional de crianças e adolescentes, ao não priorizar, por exemplo, os saberes e habilidades fundamentais ao desenvolvimento cognitivo e intelectual”, por outro lado, “contempla reivindicações importantes e atuais de universidades, escolas, igrejas, famílias e pais de alunos que têm recorrentemente se insurgido contra ondas autoritárias no nosso País que visam, declaradamente, à desconstrução dos valores judaico-cristãos da nossa sociedade”.

O documento expõe à sociedade brasileira e aos Poderes Públicos da República Federativa do Brasil posições e preocupações acerca do PLC 103/2012, especialmente, no que concerne à tentativa dos movimentos sociais LGBTT inserirem, via MEC, conteúdos nos livros didáticos dirigidos a desconstruir os valores cristãos de crianças e adolescentes do nosso País.

Acesse aqui o hotsite da campanha, leia a nota completa, baixe o PDF, ore pela educação em nosso país e promova a Educação Escolar Cristã em sua igreja!

Sobre o tema, veja a bibliografia aqui no tempora!

Leia o excelente livro de Solano Portela: O que estão ensinando aos nossos filhos, Editora Fiel. (http://www.facebook.com/ensinandoNossosFilhos?fref=ts)

POSICIONAMENTO DA OPBB SOBRE O PNDH

POSICIONAMENTO OFICIAL DA ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL A RESPEITO DE OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO PLANO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS (PNDH) QUE TRATAM DA FAMÍLIA


Disponível em: http://www.opbb.org.br/noticias/110-posicionamento-oficial-da-ordem-dos-pastores-batistas-do-brasil-a-respeito-de-objetivos-estrategicos-do-plano-nacional-dos-direitos-humanos-pndh-que-tratam-da-familia

A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, entidade que congrega os mais de 13.640 (Treze Mil Seiscentos e Quarenta), Pastores das Igrejas Batistas do território brasileiro, vem diante do público para se manifestar a respeito de Objetivos Estratégicos do Plano Nacional dos Direitos Humanos que redefinem a família.

CONSIDERANDO

  • que os conceitos presentes no texto do PNDH confrontam e questionam de forma violenta e direta os valores e preceitos da Bíblia, norteadores da Igreja Cristã ao longo de sua história, sobretudo nas tentativas de descaracterizar a base da família e do casamento, que, a partir dos mais elementares princípios, têm sido o fundamento da construção da sociedade a partir do casal, homem (macho) e mulher (fêmea), que constitui o fundamento, base da família.
  • que os conceitos presentes no texto do PNDH confrontam e questionam de forma violenta e direta os valores e preceitos disciplinados pela Constituição Federal que define o casamento como a união estável entre homem e mulher, conforme estabelece seu Art. 226, quando afirma que “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.” e em seu § 3º, que normatiza que, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.”, que foi regulamentado pela Lei Nº 9.278, DE 10 DE MAIO DE 1996, ao afirmar em seu Art. 1º que “é reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família.”
  • a gravidade dos assuntos que estão sendo apreciados em anteprojetos de leis, os quais têm reflexos externos, imediatos e contundentes na família que é e sempre foi no dizer, de Rui Barbosa "a célula mater da sociedade", tendo em vista estarem sendo fissurados os valores éticos e morais da sociedade, das organizações cristãs, e, sobretudo da Igreja de um modo em geral;
  • que iniciativas acolhidas pelas Diretrizes do PNDH tal como o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 122/2006 (Projeto de Lei nº 5003/2001), em tramitação no Senado Federal, que define como crime toda e qualquer manifestação contrária à orientação sexual da homossexualidade, afrontado de forma violenta e direta o Artigo 5º da Constituição Federal , ao tratar dos direitos e garantias fundamentais, afirmando que (Inciso IV) é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; e que (Inciso VI) é inviolável a liberdade de consciência e de crença .... Além do mais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 expressa em seu Artigo 18 que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião... e no Artigo 19 que toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras;
  • que o Inciso IX , do Art. 5º, da Constituição Federal , impede de maneira expressa e taxativa qualquer forma de censura, sem exceção, conforme assim disciplinado, outorgando à Carta Magna e à Lei Federal, a condição de estabelecer os meios legais que garantam aos indivíduos de per si, e às famílias, a possibilidade de se defenderem de investidas que subvertem à ordem, à moral e aos bons costumes que deram fundamento à construção estável de nossa sociedade;
  • que os dispositivos constitucionais garantem a defesa da instituição familiar, não podendo ser desrespeitados os valores éticos, morais e sociais, nem da pessoa, nem da família, sendo este um corolário da liberdade constitucional de cada brasileiro, de poder se expressar e de manifestar seu pensamento;
  • que a Bíblia no Evangelho de Marcos (10.6) diz claramente que Deus criou homem e mulher (macho e fêmea), figuras principais e fundamentais para a criação do núcleo familiar, determinando inclusive, que ambos formem uma só carne, e ratificando numa demonstração de integridade e de unicidade da Bíblia, o que está disposto em Gênesis (capítulos 1 e 2), deixando bem clara a possibilidade de procriação e de multiplicação da espécie humana, que só pode se evidenciar plenamente por intermédio da conjunção carnal de um homem (de um macho) com mulher (com uma fêmea), quando se efetiva a fecundação do óvulo com o espermatozoide;
  • que a ética do evangelho nos desafia a uma relacionamento saudável respeitoso com Deus, conosco e com o próximo; sem sectarismo, mas com consciência das diferenças e das preferências do gênero humano, que não devem agredir e nem sofrer quaisquer agressões; tendo cada um, no exercício de seu arbítrio, a liberdade de fazer escolhas, empreender ações e construir a vida, sem prescindir dos direitos e deveres que lhe sejam inerentes.

MANIFESTAMOS nossa posição contrária à redefinição da família incentivada no PNDH que se distancia frontalmente dos preceitos bíblicos e do que é estabelecido na própria Constituição Federal.

Assim, CONCLAMAMOS

  • os representantes do povo no Congresso Nacional que se posicionem a favor da manutenção dos ideais expressos em nossa Constituição Federal, rejeitando qualquer dispositivo que subverta a constituição da família conforme preceitua a referida Constituição e a Bíblia;
  • as demais instâncias da República, cidadãos e líderes de instituições sociais, que se unam em defender a manutenção saudável da família que, ao longo da história, tem sido o esteio de nossa sociedade;
  • aos Pastores Batistas que continuem ensinando claramente os preceitos bíblicos sobre a família, garantindo, assim, o esclarecimento do povo de Deus que vive nesta Nação, bem como suas Igrejas e comunidades de modo a demonstrar a sociedade os benefícios que a família, biblicamente constituída, vem trazendo ao longo da história.

Rio de Janeiro, Maio de 2013. 


Pr. Estevam Fernandes de Oliveira
Presidente



Pr. Augusto Rodrigues
Diretor Executivo

PRONUNCIAMENTO SOBRE INDICAÇÃO DO NOVO PRESIDENTE DA CDHM

Pronunciamento da 
Aliança Cristã Evangélica Brasileira

No últimos dias uma difícil conversa nacional, em torno da indicação do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) na pessoa do deputado Marco Feliciano, ganhou muitíssimas linhas na mídia falada e escrita. Essa conversa evidenciou não apenas a conflitividade do tema da sexualidade humana em nossa sociedade, como também a tensão existente no mundo evangélico quando a essa indicação.
Diante deste quadro, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira vem a público para expressar sua inconformidade quanto à forma como se deu tal indicação. Ela reproduziu as velhas práticas da cultura política brasileira quanto à distribuição de cargos e benefícios, sem necessariamente representar os interesses e as necessidades da sociedade brasileira. Práticas que se verificaram também no que se refere a outras comissões, gerando as suas próprias contradições.
Consideramos a CDHM de extrema importância, exatamente por tratar dos direitos de todos que vivem em nossa sociedade, especialmente daqueles que são destituídos dos direitos básicos de uma vida digna e que reflita a imagem de Deus expressa em cada um e em todos. Como cristãos, consideramos os direitos humanos sagrados, pois fomos criados por Deus; e acentuamos que é necessário que a nossa sociedade busque, em especial, a justiça e a dignidade humana.
Portanto,
Repudiamos o procedimento adotado no processo desta escolha por meio de mecanismos politicamente viciados e distribuidores de benefícios partidários.
Repudiamos a forma discriminatória com a qual a própria CDHM foi “negociada”. Consideramos que esta comissão não pode ser joguete na mão de nenhum grupo ideologicamente comprometido e precisa estar a serviço de toda a nação brasileira.
Repudiamos posicionamentos discriminatórios, sejam eles “homofóbicos”, de qualquer conotação racial ou mesmo “evangelicofóbicos”, para citar um neologismo. Cremos e afirmamos o amor de Deus por todos os seres humanos e nos sabemos a serviço da reconciliação de Deus em Cristo Jesus. Cremos e afirmamos também o valor da vida e a expressão desta em contornos familiares nos quais homem, mulher e filhos encontram o seu melhor e mais saudável espaço vital.
Repudiamos, igualmente, a sistemática usada para a nomeação dos presidentes para as outras comissões da Câmara e a tentativa de isolar a discussão em torno da indicação da CDHM.
A Comissão dos Direitos Humanos e Minorias deve ter seu trabalho pautado pela busca da justiça social, da igualdade de direitos, da defesa das liberdades individuais e coletivas, inclusive a livre expressão e livre confissão religiosa. Acima dos interesses particulares ou setoriais, cabe aos parlamentares examinar as matérias com senso de dever público e jamais eleitoreiro.
Tais valores interessam ao Evangelho do Reino de Deus, que se sobrepõe a quaisquer outros interesses. Como Aliança Cristã Evangélica Brasileira queremos estar a serviço desse Evangelho e, como tal, honrar o nome de Deus em nossa sociedade como um gesto de amor e justiça para a construção de uma sociedade cidadã, como expressamos em nosso recente documento, a seguir especificado.
Por uma igreja participativa e cidadã!

PRONUNCIAMENTO DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA (CBB): ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL

Considerando que as liberdades de consciência e religiosa são princípios fundamentais garantidos pela Constituição (Art. 5º, IV, VI e VIII), nós, Batistas da CBB, fundamentados no princípio de liberdade religiosa, somos compelidos por nossa fé cristã a nos pronunciar em defesa das citadas liberdades. 
Consideramos ser nosso direito e dever apresentar este pronunciamento à luz da verdade que é baseada na Bíblia, na razão (a qual, cremos ser um dom de Deus) e na natureza da pessoa humana. Ressalte-se que a Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática, onde encontramos a verdade revelada de Deus para a conduta humana. Assim, conclamamos cristãos e não-cristãos a que ponderem e reflitam cuidadosa e criticamente nas questões aqui apresentadas. 
À luz dos §§ III e V do Art. 226 da Constituição Federal combinado com o Art. 1514 do Código Civil Brasileiro, entendemos que o casamento se restringe à união de um homem e uma mulher por natureza de nascimento. 
A exemplo do Projeto de Lei Complementar 122/2006, o Estatuto da Diversidade Sexual, entre outras coisas, tem como objetivo criminalizar a homofobia (Art. 1º), assegurar casamento homoafetivo (Art. 15), proibir tratamento e até mesmo promessa de cura a não-heterossexuais (Art. 53), assegurar oportunidades de trabalho para os beneficentes do Estatuto (Art. 73 § único), adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais (Art. 105). 
Quanto à homofobia, somos contra qualquer tipo de discriminação, desrespeito, abuso ou violência, seja ela contra quem for. Todavia, nos reservamos o direito constitucional (liberdade religiosa) de discordar da prática homossexual, por entender que é biblicamente pecaminosa e viola o padrão original de Deus para os seres humanos. O Antigo e o Novo Testamento desaprovam severamente práticas homossexuais (Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10). Consequentemente, não aprovamos tais práticas. 
Em relação ao chamado casamento homoafetivo, entendemos que uniões legais amparam arranjos de pessoas do mesmo sexo que decidem estabelecer um relacionamento de união e que necessitem legar herança, visitar companheiros em hospitais etc. Por outro lado, o matrimônio biblicamente instituído por Deus é uma união integral de corpo e mente (Gn 2.18,23-24), baseado em um compromisso de permanência e exclusividade entre o sexo masculino e o sexo feminino, e selado pelo ato sexual. A Bíblia Sagrada apresenta a criação dos seres humanos em dois sexos: “...homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Tal criação visava ao casamento, expresso em companheirismo, união sexual e procriação (Gn 2.23-25). Jesus Cristo reiterou esta norma ao afirmar “que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.4-5). Esta união tem valor intrínseco, independente de procriação. Todavia, se houver filhos, a união se aprofunda e enriquece. Entendemos que o casamento, nos parâmetros bíblicos, salvaguarda os interesses das crianças. Adicionalmente, cremos que é direito de toda criança ter pai e mãe. Portanto, o Estado deve reconhecer e apoiar o matrimônio. Não concordamos com a criação de um novo modelo de casamento contrariando a Bíblia, a própria Constituição (Art. 226) e o Código Civil (Art. 1521). Por sinal, quebrada a normatividade do casamento heterossexual, os mais diferentes modelos poderiam ser propostos, tais como: casamento aberto, casamento incestuoso, casamento temporário, casamento poligínico, casamento poliândrico etc. Ministros religiosos não podem ser forçados a realizar e reconhecer uniões homoafetivas e devem ser respeitados em seus direitos humanos. 
No que se refere a proibir tratamento e até mesmo promessa de “cura” a não heterossexuais, tem-se presentemente ampla evidência de pessoas que foram homossexuais praticantes, e através de tratamento foram restauradas. 
Portanto, tal proibição é um contrassenso. A Bíblia registra a restauração em I Coríntios 6.9-11, “...Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, ... herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Consequentemente, defendemos que ministros religiosos e profissionais liberais devem ter assegurado o direito de ministrar tratamento a homossexuais que assim o desejem. 
No que diz respeito a assegurar oportunidades de trabalho para não-heterossexuais, entendemos que forçar empresas ou instituições a empregarem pessoas cujo comportamento ou crenças são contrários à visão das citadas organizações constitui violação constitucional. 
Quanto a adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais; vale ressaltar que o termo “dignidade” pode fazer referência a, pelo menos, duas coisas: (1) à dignidade intrínseca, fundamento dos direitos humanos, absoluta e que todo ser humano possui simplesmente por ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27); ou (2) à dignidade moral, que não é absoluta, mas gradual, relativa ao comportamento moral de uma pessoa; ou seja, quanto mais os atos de um indivíduo estiverem de acordo com o que é correto, maior a dignidade moral dessa pessoa. De acordo com este último conceito, consideramos que todas as práticas sexuais que se desviem do padrão bíblico são moralmente deficientes. Promover políticas públicas que deixem subentendido que todas as práticas sexuais são igualmente corretas e desejáveis, representa absoluta contradição ao ensino bíblico relativo ao matrimônio, base da família, célula mater do Estado. Somos contrários, portanto, a tais ações e rejeitamos veementemente o art. 105, pois está sutilmente fazendo alusão a esse último conceito de “dignidade”. 
Finalmente, rejeitamos qualquer instrumento de coerção que nos force a concordar com práticas inconstitucionais e antibíblicas. Por sinal, vale enfatizar que esse Estatuto é inconstitucional, ilegal, heterofóbico e cristofóbico. Sabemos que quando os poderes terreno e divino colidem, nossa obrigação é “obedecer a Deus, e não a seres humanos” (At 5.29). Portanto, nenhum poder na terra — seja cultural ou político — nos forçará ao silêncio ou à acomodação. 

Comissão de Altos Estudos 
da Convenção Batista Brasileira

Pr. Dr. David Bowman Riker, relator. 

Aracajú (SE), 29 de Janeiro de 2013.

CARTA PASTORAL DA ACEB - A VOCAÇÃO DO CRISTÃO PARA VOTO CIDADÃO

"E procurai a paz da cidade… e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz". (Jr 29:7)

Caros irmãos e irmãs,

Aos nos aproximarmos das eleições municipais em outubro queremos celebrar a nossa democracia e o privilégio de contribuir, através do nosso voto, para a construção de uma sociedade mais sólida e participativa. Votar solidifica a democracia e queremos fazer parte deste processo. Reconhecemos que nos últimos anos o Brasil tem mudado muito e para melhor, mas o que preocupa sobretudo, neste novo período eleitoral, é que o nosso sistema político partidário é arcaico e viciado. Não responde às demandas atuais, ignora as possibilidades gerenciais e tecnológicas disponíveis e carece de profundas mudanças sistêmicas, programáticas e éticas. Este sistema precisa mudar e nossos políticos precisam adequar-se às necessidades de uma sociedade mais justa, mais transparente e mais participativa.
Votar é uma forma de contribuirmos, como brasileiros e brasileiras, para a construção da nossa nação. Como cristãos evangélicos, comprometidos com os destinos do país, vamos votar nesta consciência e convidar todos ao nosso redor a fazerem o mesmo.
Como cristãos evangélicos, nos identificamos com a advertência do profeta Jeremias ao seu povo: Procurai a paz da cidade e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz. É por esta razão que, nas eleições que se aproximam, queremos caminhar para as urnas movidos por princípios que consideramos centrais:
- O voto é exercício de cidadania. É secreto e tem de ser responsável. Não está à venda e não pode ser produto de negociações manipuladoras. "Voto de cajado" é voto aviltado e precisa ser denunciado.
- A igreja é de Jesus Cristo e não pode ser identificada com nenhum partido político. O púlpito é sagrado e não pode ser usado como plataforma política de candidato algum.
- Votemos no que consideramos melhor para a cidade e não em busca de favores pessoais ou mesmo de grupos.
- Votemos em candidatos que afirmem e tenham histórias de vida que reflitam os valores do Reino de Deus, entre os quais justiça, liberdade e 
verdade.
Caminhemos, pois, para o dia 07/10/2012 valorizando o nosso voto e o voto de todos, conscientes de que assim contribuiremos para a construção de uma sociedade democrática que não se esquece do outro, especialmente do pobre e do pequeno, e cujos resultados nos levem a dizer: Soli Deo Gloria!

Graça e paz!

MANIFESTO DE MINISTROS BATISTA DO BRASIL (1963)

A Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, entidade que congrega os pastores que servem às Igrejas da Convenção Batista Brasileira, em sua última Assembléia Geral, realizada na cidade de Vitória, Estado do Espírito Santo, resolveu apresentar à Nação Brasileira e à Denominação Batista em particular, o seguinte

MANIFESTO

Reconhecemos ser um privilégio dos batistas brasileiros a infindável responsabilidade de contribuir não somente para a solução dos problemas que no momento assoberbam o nosso povo, como também para a determinação do seu destino histórico. Não o afirmamos apenas porque sejamos uma parcela apreciável desse mesmo povo, mas porque entendemos ser essa participação inerente à missão de “sal da terra e luz do mundo', que o Senhor mesmo nos outorgou.

Nossas preocupações estão em consonância não só com as dos profetas bíblicos, que se constituíram nos intérpretes da vontade de Deus para os seus povos nos momentos de maior gravidade de sua história, como também do próprio Cristo, que além de partilhar, quando da encarnação, na sua inteireza a condição humana, afirmou ser o seu Evangelho uma resposta satisfatória a todos os anseios da criatura, e uma solução cabal para todos os problemas da humanidade (Lucas 4:16-21).

Entenderam-no assim também Guilherme Carey, o pai das missões modernas e corajoso batalhador contra o sistema das castas na Índia; Roger Williams, o pioneiro da liberdade religiosa em nosso continente; Walter Rauschenbush, o arauto das implicações sociais do Evangelho; Martin Luther King Jr., o campeão da luta pelos direitos da minoria negra oprimida, e tantos outros batistas ilustres através dos tempos.

Resulta daí não só a legitimidade, mas também a necessidade de os membros das nossas igrejas assumirem as suas responsabilidades como cidadãos, participando efetivamente na vida política do país e integrando-se nas organizações de classe, a fim de influírem nas decisões de que resulta a configuração do nosso destino como nação.

Os direitos da pessoa humana

Ainda que reconheçamos a importância e a significação das instituições, acreditamos ser o homem o fulcro de nossas preocupações, porquanto “criado à imagem e semelhança de Deus”. Por isso entendemos estar a legitimidade de qualquer regime, sistema ou instituição condicionada na medida em que possibilita à criatura a plena realização da sua humanidade.

Esta convicção nos fez, desde sempre, intransigentes defensores da liberdade em todas as suas formas de expressão — liberdade de consciência, de religião, de imprensa, de associação, de locomoção, etc., bem como da autodeterminação dos povos desde que livremente manifesta — como condição imprescindível à vida humana.

Por corresponderem à nossa concepção de direitos e deveres da pessoa humana, insistimos em que os princípios a esse respeito consagrados na Constituição Federal de 1946, na carta das Nações Unidas e na Declaração dos Direitos do Homem, sejam universalmente aplicados, de sorte a serem banidos da face da terra a exploração do homem pelo homem ou pelo Estado, em qualquer das suas formas, e os totalitarismos de toda espécie, assegurando-se a prática da verdadeira democracia.

Igreja e Estado

Inspirados no preceito bíblico "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt. 22:21), temos propugnado pela existência de igrejas livres num estado livre, preconizando a delimitação inteligente e respeitosa das esferas de responsabilidade e ação da Igreja e do Estado, sem interferências abusivas ou relações aviltantes de dependência, embora permitindo a cooperação construtiva entre ambos. Por isso temos repugnado a concessão de privilégios ou favores financeiros destinados ao sustento e promoção do culto de quaisquer grupos religiosos.

Assim é que, entendendo ser o ensino religioso uma atribuição específica dos lares e da Igreja, consideramos imperiosa a reforma do dispositivo constitucional que estabelece o ensino religioso nas escolas mantidas pelo governo, que deverão continuar leigas, assim como é leigo o Estado que as mantém, para que não se propicie a criação de um clima de intolerância e de preconceito religioso em nossas instituições de ensino público.

Justiça Social

Embora nos regozijemos pelas conquistas sociais do povo brasileiro, reconhecemos a inadequação da presente estrutura social, política e econômica para a realização plena da justiça social, pelo que insistimos na necessidade de um re-exame corajoso, objetivo e despreconcebido da presente realidade brasileira, com vistas à sua reestruturação em moldes que possibilitem o atendimento das justas aspirações e necessidades do povo.

Essa necessidade ressalta da verificação da ineficiência dos institutos assistenciais do Estado, que transformam num favor concedido a custo, direitos líquidos dos trabalhadores; da irracional aplicação dos recursos públicos, que deveriam antes se destinar, mais liberalmente, aos ministérios da Saúde, Educação e Agricultura, para a solução de problemas sociais angustiantes; da sobrevivência de regimes feudais de propriedade e exploração da terra; da generalizada pobreza das populações carecentes do alimento indispensável à sobrevivência; da injustiça na distribuição das riquezas e da utilização destas para o cerceamento das liberdades essenciais; da inadequada exploração das nossas riquezas naturais, cujo aproveitamento não só deveríamos intensificar, como fazer revestir-se de significação social; do crescente empobrecimento do patrimônio nacional pela remessa para o exterior dos lucros extraordinários auferidos em nosso país; da corrupção que tem campeado nos pleitos eleitorais, na prática policial (quer preventiva, quer corretiva), na previdência social, no preenchimento de cargos públicos, na aplicação dos recursos sindicais, etc.

São ainda evidências daquela afirmação o tratamento meramente policial dado aos movimentos populares da cidade e do campo, que mereceriam ser antes objetiva e carinhosamente estudados para que viessem a ser orientados construtivamente para o bem geral, através do atendimento das suas justas reivindicações; como também aos movimentos de greve, que, se muitas vezes desvirtuados, se constituem, entretanto, num instrumento legítimo de reivindicação social e de preservação dos direitos dos trabalhadores, e que deveriam, por isso mesmo, ser objeto de uma cuidadosa regulamentação.

Embora afirmemos ser a renovação do homem, mediante a transformação da personalidade, operada por Jesus Cristo, o fundamento básico sobre que terá de se alicerçar uma sociedade realmente nova, propugnamos também pela realização de reformas de base na vida nacional, de sorte a possibilitar à criatura a concretização de seus legítimos anseios terrenos. 

Por isso preconizamos a promoção urgente de reformas tais como: 
a) reforma agrária, que venha atender às reivindicações do homem do campo explorado; 
b)reforma eleitoral, que venha liquidar as circunstâncias que possibilitam e estimulam os nossos maus costumes políticos; 
c) reforma administrativa, que ponha termo ao nepotismo, ao filhotismo e à ineficiência tão generalizada quanto onerosa dos serviços públicos; 
d) reforma da previdência social, que venha pôr em funcionamento as nossas leis sociais com o pleno reconhecimento e o efetivo atendimento dos direitos dos que trabalham.

Recomendação final

No cumprimento, pois, da missão profética que recebemos do Senhor, concitamos o Povo Batista Brasileiro a integrar-se cada vez mais no processo histórico da nossa nacionalidade, contribuindo para que o futuro corresponda aos desígnios de Deus para a nossa Pátria. Debrucemo-nos, portanto, sobre a realidade brasileira, procurando compreender-lhe os problemas, sentir-lhe as angústias, partilhando as suas dores. Busquemos nas Escrituras as soluções divinas para os problemas do homem. E, corajosamente, desfraldemos, em nome do Cristo, a bandeira da redenção total da criatura. Da redenção temporal e eterna do povo brasileiro! Pela Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, a Diretoria:

Presidente - José dos Reis Pereira

1o Vice-Presidente - José Lins de Albuquerque

2o Vice-Presidente - Hélcio da Silva Lessa

Secretário-Geral - Tiago Nunes Lima

1o Secretário - Irland Pereira de Azevedo

2o Secretário - José dos Santos Filho

Tesoureiro - Otávio Felipe Rosa

Bibliotecário - Tércio Gomes Cunha

Procurador - David Malta Nascimento”.

Manifesto dos Ministros Batistas do Brasil, O Jornal Batista, Ano LXIII, Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1963, No. 37, primeira página.

FONTE:
http://www.novosdialogos.com/artigo.asp?id=114